Governance Officer em Startups

Aprendizados sobre a figura de Governance Officer em Startups por Michelle Squeff

Quem navega no ecossistema das startups já conhece os benefícios da governança corporativa, mas talvez ainda não conheça a figura do Governance Officer, o executivo especialista responsável pela curadoria dessas práticas nas organizações. Em um dos conselhos em que atuo, exerço a função de Presidente de Conselho e interajo com a Governance Officer. No caso, é um conselho consultivo de uma startup early stage, com crescimento acelerado e uma das líderes do seu segmento de atuação.

Dessa experiência, inspirada nos modelos exponenciais, compartilho 8 breves aprendizados com o objetivo de incentivar outras iniciativas que combinam custo razoável, alto impacto e fácil implementação. Aí vão eles:

1# o Governance Officer e o Presidente do Conselho (“PC”) devem estar plenamente alinhados no ritmo que a governança terá nessa organização, dimensionando velocidade e agilidade e banindo burocracias desnecessárias;

2# é preciso respeitar a premissa de que os holofotes são todos para os conselheiros; a atuação do Governance Officer é de assessoramento, durante uma reunião de conselho, ou seja, ele fica no backstage;

3# o Governance Officer atua na elaboração da pauta, envio dos materiais prévios, elaboração da ata, controle de pendências – atividades da rotina do Conselho, mas para além da atividade operacional, ele agrega também uma visão estratégica sobre o sistema de governança corporativa da organização – assumindo o papel de guardião dessa governança, além de atuar como um agente mediador fazendo a interface entre conselho e diretoria, gerando valor à estrutura desenhada e dando efetividade às deliberações do colegiado;

4# o Governance Officer deve propor ao PC a elaboração e revisão periódica da Agenda Temática – muito mais dinâmica numa startup do que em empresas tradicionais;

5# o Governance Officer devem propor e validar com o PCA o kit básico de templates e documentos adequados ao porte e perfil da empresa, bem como o ferramental a ser utilizado, desde um documento em Word ou planilha Excel a um portal de governança a ser eventualmente customizado para as necessidades da Startup;

6# no início da jornada de governança, a função pode ser exercida por alguém já da empresa (part-time, conciliando com outros afazeres e aproveitando recursos existentes) ou até por um Governance Officer terceirizado que já conheça a dinâmica e aporte sua expertise para maximizar a eficiência do Conselho;

7# para aprimorar a jornada de formação do Governance Officer, cursos específicos ou programas de mentoria podem ser aceleradores importantes; recebi mentoria e depois mentorei profissionais egressos de diferentes setores que foram alçadas à função de Governance Officer com maestria;

8# é fundamental que esse profissional reúna algumas competências técnicas, mas também domine soft skills importantes para a função: dinamismo, flexibilidade, visão estratégica, capacidade de incorporar tendências, excelência em comunicação;

Além dos 8 pontos acima, destaco que cada startup deve encontrar o equilíbrio entre o mínimo legal aceitável e o “best-in-class” em governança, conforme o perfil do founder, o segmento de atuação, a cultura e as perspectivas da startup.  O Governance Officer deve contribuir na busca desse equilíbrio. Seja no ecossistema de startups, seja no Novo Mercado, devemos ter presente que a governança é uma jornada e o papel do Governance Officer também pode evoluir gradativamente, conforme a maturidade e a estratégia do negócio.

 

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